Avaliação de Custos

    Desde advento da Revolução industrial a visão mercantilista concebia uma estrutura e produção de acordo com a demanda, sendo neste sentido a produção em massa fator primordial da realidade de economia. A possibilidade de necessidade de controlar o patrimônio vem de uma era histórica onde a produção nas minas, controlava-se os riscos e sulco inseridos nas rochas para uma melhor produção.

    A partir do século XVIII o destaque das indústrias, requeria processos de adaptação dos procedimentos de apuração dos resultados, mensuração e avaliações dos estoques para composição adequada da produção em linha.

    Saliente-se que a elevação dos gastos e custos com a assistência médica demonstra atualmente a complexidade das novas tecnologias de equipamentos de diagnósticos, o envelhecimento da população, surgimentos de moléstias crônicas e degenerativas com custos de medicamentos.

    Alguns aspectos básicos são necessários, para que o analista de custos possa preparar as informações para a tomada de decisões:

    • Conhecer com relativa profundidade o segmento de atividade da empresa (principais concorrentes, política de preços, principais fornecedores, limitação do mercado etc);
    • Ter conhecimento da legislação fiscal e previdenciária que disciplinam as atividades da empresa;
    • Preocupar-se em conhecer convenientemente o processo industrial e operacional e suas características;
    • Ter sempre presente que o sistema deve ser adequado aos fins e não os fins ao sistema;
    • Saber que, além dos fatores mensuráveis, existem fatores não mensuráveis que devem ser considerados e analisados quando da tomada de decisões;
    • Considerar sempre os valores relevantes, não perdendo tempo com valores insignificantes, muitas vezes difíceis de ser obtidos;
    • Observar sempre a equação entre a velocidade e a exatidão da informação, considerando que a oportunidade da informação é sempre mais necessária que uma informação perfeita fornecida com atraso;
    • Compreender que existe sempre uma margem de erro por mais cuidado que tomemos na elaboração da informação. Às vezes, é conveniente preparar uma estimativa otimista e outra pessimista para evidenciar a margem do erro que pode ser cometido;
    • Ter conhecimento da importância do espaço de tempo, pois os custos, certamente, serão diferentes se o propósito é produzir um número limitado de unidades ou produzir habitualmente um novo produto;
    • Preparar as informações, de forma que o usuário que as solicita consiga entendê-las. IBRACON, (2000, p. 52)

    O que possuímos de visualização na realidade das instituições são as instigações de implementos de serviços e estruturas para um novo negócio. A realidade de qualquer situação econômica é mister a identificação da relação custo beneficio. O mercado de prestação de serviços de saúde a cada dia torna-se processo de maior complexidade não só dos avanços tecnológicos, exigências legais, mas também diante da necessidade da demanda do serviço e de profissionais capacitados para a investidura das atividades a ser desenvolvidas.

    As questões politicas e econômicas são inseridas neste contexto da administração de saúde para impor a implantações de atividades, que em muitas vezes foge da realidade estrutural regional e da unidade de serviços. A concepção dos processos de doações de equipamentos, aquisições por emendas parlamentares, convênios e etc., requer análise da condição de avaliação de custos da estrutura a ser criada. Por mais detalhada que seja a necessidade há de observar a questões físicas do local e suas estruturas, influencias de interelacionamento com outros serviços de apoio técnico e clinico.

    Podemos identificar como exemplo a aquisição de um equipamento de diagnóstico por imagem, tais condições requer processo da baritagem em chumbo no espaço onde será instalada, avaliação dos processos de calibragem constante, requisitos na obtenção do alvará da VISA para autorização de funcionamento, responsabilidade técnica, preocupação com a questão da saúde ocupacional com incrementos de equipamentos de dosimetria, cumprimento dos Equipamentos de Proteção Individual-EPI, novas regras de Segurança e Saúde do Trabalhador pelas imposições a NR-32, exigências previstas no Conselho Nacional de Energia Nuclear – CNEN, destino dos resíduos e seus respectivos processos de armazenamento, capacitação dos profissionais com suas qualificações técnicas e principalmente suas habilidades técnicas.

    Este exemplo na instalação de um equipamento é um de muitos exemplos inseridos nos processo de Gestão Hospitalar, podemos avaliar serviços, rotinas e incrementos de ampliações de espaços físicos para outras atividades de prestação de serviços de saúde. Obviamente, a implementação de uma nova estrutura ou serviço na área de saúde deve ser avaliado como qualquer negócio e não uma benemerência a população, pois tais aspectos requerem compromisso, responsabilidade, gestão e principalmente seus processos de continuidade oferecida.

    De fato o que encontramos na atual realidade hospitalar é um compromisso com a prestação de serviços e sua qualidade a população (cliente), sendo um processo mágico e uma ferramenta útil da adequação de escassos recursos disponíveis para seu objetivo sem que haja prejuízo ao cliente. Por tais razões os sistemas de custeio analisado aos custos de execução são de fato a importância de uma gestão profissionalizada com a sobrevivência do serviço, quiçá com a entidade.

    A qualidade deste novo incremento demonstrará o compromisso da Gestão com relação à avaliação de custos, historicamente descrita há muito tempo a lei da oferta e da procura e a relação custo beneficio.

     

    Dr Edison Ferreira da Silva

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