O cerco ao plástico se fecha

    O plástico demora milhares de anos para se decompor na natureza. E para piorar, há mais de 50 tipos diferentes de plástico. Invariavelmente, o destino final de resíduos feitos com essa matéria-prima são os oceanos. Cientistas afirmam que até 2050, quase todas as aves marinhas terão plástico em seus organismos. Não escaparão nem as mais remotas comunidades de pinguins da Antártica ou albatrozes nascidos em ilhas e rochedos distantes do continente (leia mais sobre o assunto neste post).

    Mas muitos governos já estão se posicionando contra o uso insustentável destes materias que provocam imenso impacto ambiental.

    Em julho último, por exemplo, a cidade americana de São Franciso proibiu a comercialização de embalagens e produtos feitos com isopor. Em 2014, a prefeitura tinha banido a venda de garrafas plásticas em espaços públicos.

    Outra cidade que promulgou lei para reduzir o descarte de resíduos poluentes foi Hamburgo, na Alemanha. Por lá, a prefeitura proibiu o uso de cápsulas em orgãos e repartições públicas.

    Em diversos países, como Inglaterra, Irlanda, Escócia, Dinamarca, Alemanha, Portugal e Hungria, também não se mais distribuir gratuitamente sacolas plásticas no comércio. Há uma cobrança por elas, que mesmo sendo ínfima, faz com que consumidores mudem seu comportamento e comecem a levar suas sacolas de casa.

    Com mais pressão do governo, tecnologias inovadoras – que já existem (leia sobre elas aquie conscientização da população, é possível reduzir drasticamente o uso do plástico e assim, a poluição nas cidades e nos oceanos.

     

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