O Congresso vive uma corrida por pisos salariais. Médicos, dentistas, psicólogos, farmacêuticos, jornalistas, advogados, motoristas, garis, garçons, coveiros, frentistas, recepcionistas, assistentes sociais e profissionais da educação estão entre as categorias contempladas por projetos que criam ou atualizam remunerações mínimas.
O volume mudou de escala a partir de 2019. De acordo com levantamento do Congresso em Foco, Câmara e Senado receberam 20 projetos entre 2015 e 2018, 90 na legislatura seguinte e 110 desde 2023. O avanço é puxado pelos deputados, responsáveis por 92 das iniciativas apresentadas na atual legislatura.
A profusão de propostas contrasta com o baixo número de aprovações. Nos últimos 16 anos, mudanças concluídas pelo Congresso alcançaram sete categorias, algumas contempladas pela mesma norma: agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, parteiras e profissionais do magistério público da educação básica.
Outras dez aparecem em projetos que venceram ao menos uma etapa decisiva: zootecnistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, garis, médicos, cirurgiões-dentistas e profissionais técnicos, administrativos e operacionais da educação básica. Nesses casos, as propostas já foram aprovadas por pelo menos uma das duas Casas.
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