Como campanha de conscientização, o Janeiro Branco é um convite à reflexão sobre saúde mental e emocional, tema de grande relevância muitas vezes negligenciado no contexto de políticas públicas e também como realidade nas empresas e no cotidiano das pessoas. “Nunca se falou tanto sobre saúde mental nos discursos, em redes sociais, rodas de conversa, normas e regulamentações”, afirma Karen Monterlei, head de Conhecimento e Aprendizagem na ABRH-SP, fundadora e CEO da Humanecer.
Mas para a cocriadora de futuros organizacionais, especialista em gestão empresarial, cultura, desenvolvimento humano e comportamental, uma “pergunta incômoda” se faz necessária na atualidade: “Estamos realmente preparados para lidar com saúde mental na prática ou apenas aprendemos a falar sobre ela?”
A saúde mental, segundo Karen Monterlei, deixou de ser tendência para evidenciar um alerta estrutural. Casos de transtornos de ansiedade, depressão e esgotamento emocional cresceram de forma significativa nos últimos anos, especialmente após a pandemia. O burnout já é reconhecido como fenômeno relacionado ao trabalho, e os afastamentos por questões emocionais seguem aumentando. “E esta realidade não vive em relatórios. É presente nas equipes, lideranças, em reuniões, nos silêncios”, ressalta.
A head de Conhecimento e Aprendizagem da ABRH-SP avalia que saúde mental é um tema humano, organizacional e de negócio. No dia a dia das empresas, a negligência emocional está associada à queda de produtividade e qualidade, aumento de erros, retrabalho e acidentes, absenteísmo e presenteísmo silencioso, turnover elevado e perda de talentos, despreparo de lideranças, baixa confiança e clima organizacional frágil. “Ou seja, saúde mental malcuidada custa caro financeiramente, culturalmente e estrategicamente. E tratá-la apenas como discurso, pauta de compliance, campanha pontual ou cumprimento da NR-1 é um risco estratégico.”
Fonte: Assessoria de Comunicação da ABRH-SP (12, janeiro de 2026)
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