Os representantes dos farmacêuticos e de donos de farmácia divergiram sobre a aprovação de um piso nacional para a categoria em debate na Câmara dos Deputados.
Um projeto do deputado André Abdon (PP-AP) institui um salário básico de 6 mil 500 reais para profissionais de farmácia, corrigido anualmente pela inflação a partir de 2022 (PL 1559/21). Hoje, segundo o representante da Confederação Nacional do Comércio, Marcelo Fernandes de Queiroz, esse valor chegaria a quase 8 mil reais.
Os representantes das farmácias argumentam ser inviável para os pequenos estabelecimentos arcar com esse valor, principalmente nas cidades pequenas e nas regiões Norte e Nordeste.
De acordo o presidente da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico, Rafael Oliveira Espinhel, das 94 mil farmácias que existem no país, mais da metade são micro e pequenas empresas. Ele disse ainda que esses estabelecimentos faturam entre 60 e 70 mil reais mensais, com lucro líquido aproximado de 4 mil reais por mês. Rafael Espinhel também afirma que o piso pressiona a viabilidade econômica dessas farmácias menores.
Já o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter da Silva Jorge João, sustentou que o impacto do piso para o setor privado é da ordem de 4 bilhões e meio de reais por ano. De acordo com ele, esse valor representa menos de 2% do faturamento apenas do varejo farmacêutico no ano passado, de 240 bilhões de reais.
Em compensação, o presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos, Fábio Basílio, afirma que existem municípios que realizam concurso para farmacêutico com salário de 1 mil 300 reais.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Maria Neves
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